“O objectivo mais sincero é o prazer de nos termos, livres, para desfrutar. E sim, uma mente aberta e curiosa.”

 

 

| ONDE É | Costa Vicentina – Odemira.

| O QUE É |  Turismo de Habitação.

|QUANTO É | 60 EUR / Noite.

| QUANTOS CABEM | 4 Adultos (mais bebé em cama desmontável).

 

 

A maioria dos cantinhos que exploramos são descobertos no Booking e no Airbnb. Sou batida em fazer pesquisas e a minha experiência como fotógrafa ajuda-me a escrutinar bem os sítios. Consigo perceber a ambição e o cumprimento real das imagens. Às vezes, temos azar mas, regra geral, a escolha final corresponde às expetativas.

 

 

Sempre que chega um fim de semana com miúdas, toca a Googlar spots para sujar o pé. No Verão é mais fácil, porque qualquer abrigo de madeira pode ser um local de sonho, mas ,com as temperaturas arrefecidas, temos que ter cuidados redobrados com a nossa estadia.

 

 

As pessoas perguntam-me muitas vezes como é que tenho orçamento, guito, nota, chilim, euros, para andar sempre a passear. Muitas vezes oferecem-nos a estadia ,sim,  mas, quando o programa não sai à borla, como neste caso, procuro uma solução em conta, tento agilizar alguns destinos de costa na época baixa e mando sempre um email ou uma mensagem a pedir um desconto.

 

 

O sítio final, tinha, também, de ter cozinha, porque as refeições saem das nossas mãos. Preparamos a marmita, e segue jogo, que o objectivo mais sincero é o prazer de nos termos, livres para desfrutar. E sim, uma mente aberta e curiosa.

Lá fomos nós para Odemira: Encontrámos uma casa edificada na melhor zona da vila (numa colina elevada com a frente a dar para o rio, e as traseiras para a rua central). Nesta cabana de dois andares, não se fica nada mal servido, e espaço não falta, com uma suite ampla (c/  WC), no andar de cima, e, no piso de baixo, uma sala, também espaçosa e cheia de luz, a fazer de cozinha (bem equipada), sala de jantar e quarto extra ( com um sófa-cama para duas pessoas).

 

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Para além disso, quando chegámos, entrámos logo com  o pé direito: O afitrião tinha tido o cuidado de deixar o aquecimento ligado, com a lenha a crepitar dentro da salamandra. Com o lume  a bombar, nem demos pelo frio que fazia lá fora, até termos acordado na manhã seguinte, e espreitado pela janela embaciada,para ver o terraço coberto de geada.

 

 

O proprietário é um homem holândes, ligado à carpintaria e a casa é simples mas tem gosto. O decor é minimalista mas com acabamentos modernos e leves. A madeira e os tons veranis dominam o espaço, mas não deixa de ser agradável à vista, lá por estarmos fora d’época.

 

 

Conheço bem a Costa Alentejana, mas tem outro encanto ir à Costa Vicentina e ao Sudoeste alentejano no Inverno, fora do passo apressado dos dias compridos e das enchentes do Verão.

 

 

Notasse as paredes caiadas, que nunca se vêem com atenção; os largos pequeninos das igrejas e a infinitude de mercearias, pequenos negócios e cafés. A par de tudo isto, há uma paz imensa nestas vilas, como se todos meditassem em uníssono. E depois há as praias, as melhores do mundo, com uma areal imenso a acolher ao comprido. E o peixe grelhado, as migas de espargos e o pão (morro por este pão).

 

 

Odemira não fica na Costa o que até é bom, porque tem aquele misto de alentejo profundo com brisa de mar. A Vila está muito bem recuperada e tem percursos para caminhadas ao longo do rio, debaixo da ponte. As praias ficam a 25 minutos de carro e a paisagem nunca cansa os olhos.

 

 

| OBRIGATÓRIO PÔR O PÉ |

  • Pêgo das Pias: Este sítio parece um conto de fadas versão costa alentejana (Atenção aos carros no trilho durante o Inverno; sou praticante do desapego mas tenho o carro todo riscado).
  • Porto de Pesca Artesanal da Vila da Zambujeira do Mar.
  • Almoçar no Restaurante Sacas;
  • Fazer o percurso pedonal (está mal sinalizado) que sobe até a falésia.
  • Vila de Odemira: O site tem alguns percursos para explorar: https://turismo.cm-odemira.pt/frontoffice/pages/798
  • Percurso Ribeirinho: Um percurso pedonal temático dotado de painéis interpretativos com temas ligados à bacia hidrográfica do Mira.
  • “Chocolates da Beatriz” A Fábrica de Chocolate: Nem vale a pena dizer mais, têm de lá ir e provar: ,Beber chocolate quente, comer tabletes e beber um vinho do Porto. O Sítio é mágico, pela madeira, pela casinha, pela cozinha com chocolate a pingar as bancadas, pelas mãos do dono a moldar as formas e triturar amêndoas para rechear as tabletes, e pelo enquadramento na paisagem. http://www.chocolatesdebeatriz.com/
  • Praia de Odeceixe e almoçar ao Restaurante Chaparro (Especialidade Grelhados).
  • Praia do Carvalhal e fazer novo percurso pedestre pelas falésias para se pasmar com a beleza daquelas escarpas.

 

 

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