| ONDE É | Sagres, Algarve.

| O QUE É | Hotel (4 estrelas).

| QUANTO É | Desde 95€/ noite (1 suite p/ 2 adultos).

| QUANDO IR | Verão, Primavera e início do Outono.

| O QUE FAZER | Praia; atividades de outdoor.

 

 

“A ponta Sul desta península, a que chamam “Fim do Mundo”, é, também, o início do novelo que desenrola a história por onde se descobriu um país, e depois, o Mundo.”

 

 

Sexta feira, toca a campainha de saída e já estamos sentadas no carro com os cintos apertados e as mochilas enfiadas no lugar dos pés, prontas para rumar a Sagres.

O fim do mundo, diziam noutros tempos, mas para nós, uma mera viagem de 2h30 pela autoestrada, uma playlist a rolar até ao fim, e infinitas paisagens para estender o olhar. Coisa que fazemos e com todo o gosto.

 

 

O Gang não faz dos trajetos empecilhos, se o destino for digno da causa, o que, temos constatado, acontece na grande parte das vezes. Até o canto mais recatado por debaixo de uma qualquer pedra, mostra vestígios de mundo num pedaço de terra.

 

 

A ponta Sul desta península, a que chamam “Fim do Mundo”, é, também, o início do novelo que desenrola a história por onde se descobriu um país, e depois, o Mundo. Seja cais de chegada, ou de partida, é sempre bom porto onde regressar.

 

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Sagres foi, é, e sempre será, o “nosso” cantinho especial. Não fosse o vento a soprá-los fora dali, e estava ainda mais atolada de toalhas a cobrir o areal, e coletivos de turistas agrupados a ocupar as esplanadas.

 

 

O tempo acorda maldisposto, mas normalmente, não se demora a rasgar um primeiro sorriso soalheiro, para manter o bom humor até à lua raiar. É uma vila com o sol a pique e o mar adiante. Gentes de todas as espécies, exploram o terreno. Em terra, fazem-no montados em caravanas concorrentes de autocarros, ou passo a passo, como lhes permite o pé descalço. Já no mar, é com a prancha que trazem  no tejadilho, ou carregada debaixo do braço, que navegam ao sabor das ondas, porque marés que descem voltam a subir.

 

 

E, entre mergulhos, o descanso é tão bem-vindo, como nós mesmas sentimos que o fomos no Memmo Baleeira, um hotel de 4 estrelas, com um ambiente descontraído, contemporâneo e de design,  que reúne as condições ideais para fugir da rotina do dia-a-dia, com uma escapadinha de fim de semana.

 

 

O complexo está instalado num dos melhores spots lá da terra, com o porto da Baleeira, a praia do hotel (pequena praia privada junto ao porto) e a praia do porto da Baleeira, a fazerem as vezes do quintal, como se os relvados aparados e a piscina salgada equipada de bar espreguiçadeiras, não fosse luxo que chegue.

 

 

Mal chegámos, fomos brindadas com o melhor que se pode oferecer a uma quadrupla de viajantes famintas: Um repasto no “Fornaria”, o Restaurante do Hotel. De barriga cheia, seguimos para o quarto: Uma suite com dois quartos duplos, kitchenette e uma sala de estar para o convívio nas manhãs de ronha ou outras horas vagas.

 

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Dois dias e duas noites. Não havia meio de as horas serem suficientes para gozar tamanha oferta. Piscina interior ou exterior? Ovos mexidos com torrada ou croissant? Então e a fruta fresca, ainda tem espaço? Leituras na praia ou no relvado? Sauna ou banho turco? E se não calhava bem uma massagem depois de um treino no ginásio? Se não quisermos perder a reserva no restaurante nem por nada, ainda temos tempo para ir ao trampolim, ou vamos depois à sala de jogos? E para ir ao café comprar um gelado vamos a pé, ou é longe que chegue para termos desculpa para agarrar nas bicicletas? Enfim, decisões difíceis… O consolo é que entre o Bom e o Ótimo, nunca se fica mal servido.

 

 

E se sobrarem minutos, depois de cumpridas as prioridades, o que é que há para fazer? Escusado é sair destas bandas, porque opções não faltam. Por estra integrado no Parque Natural da Costa Vicentina, o hotel encontra-se rodeado de praias desertas e natureza selvagem de uma beleza inesquecível. Só aqui há mais que opções para explorar (Ver “Obrigatório pôr o Pé” abaixo).

 

 

Apesar da extensa lista que rascunhámos no excitamento desenfreado da viagem de ida, não foram muitos os “checks” que riscámos à volta, o que só é sinal na vontade que houve em permanecer onde já estávamos.

 

 

Fez sol, fez chuva, e nós fizemos a festa. Acordámos e adormecemos sem horas para isso, comemos quanto quisemos, passeámos às voltas até não sobrar banda desconhecida, rimos até nos doer a barriga, sem limites impostos para o plafon da palhaçada. É o que dá, quando se passa a chave de uma suite dupla para as mãos de duas crianças e duas… outras crianças, disfarçadas no corpo de meninas crescidas. Elas podem manter a compostura nos corredores, mas quando a porta do quarto as esconde nas muralhas dos aposentos ainda por explorar, quem vos dera a vocês terem corrido a tempo de se esquivarem lá para dentro.

 

 

De bikini em vez de coroa, fomos rainhas do nosso próprio reino. É esta a nossa regra: Não se contam diamantes para medir riquezas, narram-se antes histórias na primeira pessoa, e para ser alma abastada, basta atropelar as palavras sôfregas em êxtase.

 

 

Vitória, vitória, e  no domingo acabou-se a história. Mas e lenda há de perdurar, contando aos que não se fartarem de ouvir as muitas versões mitigadas de como quatro miúdas esticaram as pernas ao fim de semana: refastelando o esqueleto na areia morna, emergindo a pele em toda a superfície permitida para banhos; regalando o palato até só sobrar a espinha ao peixe; apurando o olfato nos ares salgados com travo a pinheiro; surpreendendo a visão na extensão do nunca antes visto.

 

 

 

| OBRIGATÓRIO PÔR O PÉ |

 

Atividades:

  • Surf e SUP (Freeride Surf School – Junto à entrada do Hotel);
  • Windsurf (Wid4All);
  • Kayak (Sea Kayaking Sagres);
  • Mergulho e excursões para ver golfinhos (Marilimitado);
  • Passeios de bicicleta (Pura Vida);
  • Caminhadas (Atalaia Walking e WalkinSagres);
  • Tours de jipe pela costa (Sagres Discovery);

 

Praias:

  • Em Sagres: Baleeira, Martinhal, Mareta, Tonel, Beliche.
  • Nas Redondezas: Ponta Ruiva, Castelejo, Cordoama, Murração, Amado, Barranco, Ingrina, Zavial, Arrifana.

 

Comes:

  • Fornaria Memmo;
  • Mum’s (cozinha vegetariana);
  • “A Sagres” e “A Casinha” (cozinha tradicional);
  • “A Sereia”, “A Tasca” “Carlos” e “Mar À Vista” (Peixe);
  • “Alice Gelateria” (gelados italianos artesanais);

 

Bebes:

  • Bares da Rua do Comandante Matoso (“Dromedário”, “Água Salgada”, “Pau de Pita”);
  • “Chiringuito” (bar da Praia da Mareta);
  • Hotel Memmo: Lounge bar (à tarde/noite); Pool Bar (durante o dia).

 

Pontos a Picar:

  • Porto da Baleeira;
  • Fortaleza de Sagres;
  • Cabo de São Vicente;
  • Vila do Bispo (Igreja Matriz; Café Correia; Miradouro da Cordoama);
  • Aldeias da Pedralva, Vilarinha e Carrapateira;

 

 

| Contactos |

Site: https://www.memmohotels.com/baleeira/pt/

Telefone282 624 212

 

 

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