” O importante é ser rente ao planeta. Alturas, são para a cabeça.”

 

| BIO |

Miúda dos anos 80, alfacinha de coração, devoradora de ficção científica, nerd por natureza. Tirou Comunicação Cultural e História de Arte e um dia vai ser professora, tipo Indiana Jones. Vive algures no meio: Meio ano viajante, meio ano diletante. Por enquanto não está mal!
Senhoras e Senhores, Meninos e Meninas, convosco: Mami!

 

 

| QUEM ÉS TU? |

Sou: Lisboeta do planeta; aventureira de lareira; viajante constante; epicurista otimista; cronista crónica; arqueologista bairrista; escritora ex-editora; feminista ativista; esteta pouco atleta; poeta sempre incorreta; acolchoada com feijoada e temperada a mariscada; amante de fotografia, nostalgia e ironia (E de queijo, obviamente)!

 

 

| DE QUE MATÉRIA ÉS FEITA? |

De nostalgia bem maquilhada.
Da infância, dos bailados, do peso do pano dos cenários, do açúcar das farturas, do cheiro dos livros usados, camarins cheios de flores, heróis solitários, grandes matriarcas, orquestras a afinar, memórias antigas, jogos de palavras,  mitologias…
De tudo isto, sem esquecer o acompanhamento: chocolate, azeitonas, ostras e trufas.

 

 

| QUEM É O TEU GANG? |

Estariam mais que mortos se não fossem eternos.
A Simone (de Beauvoir), o Boris (Vian), o Peter (Beard), a Annemarie (Schwarzenbach), o Vaslav (Nijinsky), a Yma (Sumac), a Maria (Felix), o Tennessee (Williams), o António (Variações), a Beatriz (Costa), aquele tipo espetacular que fazia o “Na Roça com os Tachos”…
Mais o Jubal Harshaw do “Estranho numa Terra Estranha”, o Lord Henry Wotton do “Retrato de Dorian Grey”, o Falkor da “História Interminável”, o Zorba a dançar a tragédia da vida…

 

 

| ÉS MAIS PÉ DESCALÇO OU PÉ CALÇADO? |

Descalça na calçada e calçada no encalço! O importante é ser rente ao planeta, alturas são para a cabeça.

 

| QUAL FOI O CHÃO MAIS ESPECIAL QUE JÁ PISASTE? |

Foi o branco no Salar do Uyuni, o preto nas praias dos Açores, o amarelo do Deserto do Thar, o cinza de Huashan, a grande montanha da China, o turquesa do mar de Zanzibar, o vermelho da escarpas tailandesas de Railay, o verde nas colinas de chá do Sri Lanka. E isto tudo misturado, nos arco-íris de água em Iguazu.

 

 

| ONDE SONHAS METER O PÉ? |

Num palco, até lá tenho o Mundo.
Isto das minhas viagens é mais mise en scene que BBC Vida Selvagem.
O Mundo é cenário e minha personagem é um gabinete de curiosidades: Uma colecionadora de trajes típicos, adornos artesanais, flores estranhas que só acordam de noite, música embriagante, ritos folclóricos, línguas com letras que não sabemos escrever, livros roubados…
A partir daí, qualquer sítio vale, até voltar atrás.

 

 

|QUAL FOI O TEU MAIOR PASSO? |

Foi há 11 anos. A minha primeira grande viagem. Um mês na Índia a levar com baldes de realidade e a crescer mais depressa que o Cândido do Voltaire e o Sidartha juntos.
Não há coração que não sofra, carteira que não seja atacada, estômago que não desespere, suor que não se acarile, enfim, não há pachorra que valha.
Mas, no meio disto tudo, a Beleza hipnotizante dos rituais, o mistério dos cânticos, a arquitetura dos séculos, uma energia que evoca deuses e mortais numa descoberta: A de me encontrar a mim. Foi há 11 anos. Nunca mais parei.

 

 

| O QUE É QUE TE FAZ SALTAR A PÉS JUNTOS? |

Nada! Tenho demasiado escorpião no mapa para saltar sem paraquedas. Vou sempre de pé atrás. Mas o da frente vai longe… É uma vida em espargata!

 

 

| QUE SONHOS TE TIRAM OS PÉS DO CHÃO? |

A Cama! Na verdade, eu só viajo porque não consigo dormir bem, senão passava a vida agarrada à almofada. Não há sonho mais bonito que o sono e depois disso, a comezaina.
Quando ando em aventuras, não só durmo melhor, como estico a minha gramática gastronómica até ao infinito.
Aquelas necessidades básicas.

 

 

| O QUE É QUE TE FAZ TREMER DOS PÉS À CABEÇA? |

A Beleza. Tenho um SPG apuradíssimo (Sistema de Pele de Galinha). Palavras intraduzíveis, sabores exóticos, primeiras vezes, pessoas diferentes, abstrações, coreografias, quando o ambiente mimetiza o que tens cá dentro, e, por um instante, o corpo desaparece.

 

 

| QUAL É A TUA PEGADA? |

Inspiração. O meu contributo é imaterial. Lá fora sou uma embaixadora de Portugal, cá dentro sou uma inspiradora de audácias. Não estou preocupada com tarecos e heranças. A minha obra sou eu.

 

 

| PARA ONDE É QUE CAMINHAS? |

Para ficar. Gosto muito de estar. Mais que a viagem, eu pratico a “ficagem”.
Ando pelo Mundo fora à procura de bem estar, e quando estou bem, não é preciso mudar de lugar.
O problema é que a Terra também gira e, em menos de uma Lua, já mudou tudo de sítio. E aí, desfaço a casa, digo adeus ao cafezinho da esquina, aos velhotes do largo, ao lago e ao vulcão. E toca a apanhar o avião.

 

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| O LEVAS NA MALA? |

Demasiada vaidade, expectativas irrealistas, banda sonora épico-tropical, carradas de referências cinematográfico-literárias, medo de tudo o que é meio de transporte (e coragem para o compensar (nunca resulta)).
Máquina fotográfica (porque os olhos esquecem rápido),  o inseparável caderno (porque a história ganha à memória) e GPS (porque quando chegas à Tanzânia, numa carripana cheia de massais às 2h da manhã e chove a potes, percebes que o GPS bate um Pai Nosso, seja qual for a região e a religião – chamo-lhe reza georreferenciada).
Amém.

 

 

| O QUE TRAZES DE REGRESSO? |

Solas naturais e consolos artificiais.
Mil memórias que serão condensadas na absurda frase “foi fixe” e quinhentas mil mamigrafias para o provar a quem se der ao trabalho de investigar.
Achados étnicos que me abonecaram a personagem em viagem, e muita energia boa para dar a quem estiver a precisar. E só a dou ao desbarato, porque sei que em seis meses já estou outra vez a abalar.
O Mundo é redondo demais para ficarmos só no nosso quadrado. GPS calibrado, Malásia aqui vou eu!

 

 

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