| Onde é | São Teotónio
| O que é | Turismo Rural (Country Chic)
| Preços | a partir de €150/noite com pequeno-almoço incluído.
| Contactos | info@teima.pt | 96 162 22 39

 

“(…) onde, basicamente, só tens o dever de estar à vontade. ” 

 

 

O gang também se atira a quatro pés para destinos onde os pés pequeninos não cabem. Aqueles pedaços de paraíso onde não se aceitam crianças com menos de 12 anos. A Teima é um desses sítios, onde teimam, e bem, em não acolher petizes.

Uma coisa é Gang completo, farra completa, outro é a bela da escapadinha a dois, quando te vês a arranjar espaço na mala para acolchoar umas garrafinhas de tinto e não acordas de madrugada em sobressalto com vozinhas agudas a pedirem comida.

Apesar de nós termos um monte próximo, não há caseiro, nem pequeno almoço continental, se um de nós não se levantar mais cedo.  E não voltas ao fim do dia, com cama feita, toalhas quentes e bolinhos aos pés da cama.

Sabe bem estar hospedado. E, apesar de estarmos relativamente à vontade no mapa do sudoeste alentejano e da costa vicentina, também nos sabe muito bem, ter ponto de partida num poiso novo, onde basicamente, só tens o dever de estar à vontade.  E aqui está se muito à vontade.

Já sabia que a Teima, tinha ganho alguns prémios de turismo rural e estava curiosa em espreitar essa teimosia alentejana, tão bem afamada, a 7 km de São Teotónio.

O turismo pertence à Luisa e ao Paulo Camacho, uma cara conhecida da televisão portuguesa. A Luisa é acolhedora, disponível, faladora (como eu) e muito simpática. O Paulo é igualmente simpático mas mais reservado.

 

Enquanto aqui estava hospedada, perguntaram-me muitas vezes no Instagram, se o espaço era pretensioso? Não. Não é nada pretensioso, tem glamour mas não tem pretensão. É equilibrado, cuidado, bonito e muito bem integrado na paisagem. Não é armado ao fino, mas os preços são para quem se pode dar a uma ou outra “finesse”.

Ficamos no quarto Branco, o único que havia disponível na altura. O quarto é amplo, tem um deck de madeira individual com cadeiras e mesa, espreguiçadeiras de lona e um sofá preguiçoso. Todos os quartos estão virados para o jardim.

Aqui, mesmo sem saber, ninguém corre o risco de ficar virado para  as traseiras do gerador da piscina. A casa de banho é grande, com duche amplo e boa pressão (valorizamos os banhos a dois, quando fugimos sozinhos).

O quarto tem um pé direito gigante e parece-me que este, é dos poucos sem salamandra ou lareira, mas ninguém passa frio. Há aquecedores, até mesmo para a toalhinha do banho, secador e todos aqueles kits que vão do cotonete à graxa dos sapatos (embora não perceba quem se engraxa aqui).  A cama é grande e tem almofadas de diferentes espessuras, para todos os maus feitios.

 

 

E Actividades? Seguramente, o calcanhar de Aquiles. Para além de uma massagem tailandesa a 60€  (can´t afford) e de dar festas nos 6 burros que se passeiam no jardim, patos e 2 cavalos, pouco mais tens para fazer se te “quedares por aqui”. Convém vir muito apaixonado, porque aqui, não vale pensar, que um vai andar de bicicleta, enquanto o outro vai ver as vinhas. Mas tem lavandaria o que é sempre bom. E a ideia primordial deste sítio é mesmo desfrutar de não ter nada, ou muito pouco, para fazer.  Pelo menos, foi o que viemos à procura. Para fazer e ver temos todo um Sudoeste Alentejano e uma Costa Vicentina de perder a cabeça.

Quanto a refeições: Pequeno almoço soberbo, não entra corantes, nem conservantes, seleccionas o que queres comer num papelinho que te deixam no quarto, escolhes as horas, entre as 9h e as 11h (com uma opção muito variada, que inclui presunto, compotas, pratos de fruta, queijos, ovos caseiros, iogurtes, cereais e afins e ainda tens sempre um bolinho quente fatiado acabado de cozer). Depois é só aparecer e ser servido, pela discrição e simpatia das empregadas do monte.

Nota-se a léguas que foram “brifadas” para não incomodarem os clientes, mas para estarem permanentemente atentas. Se te der o aperto da fome a outra hora qualquer, tens uma carta de Snacks (saladas, hambúrgueres, pasta e tábuas de queijos e enchidos) mas deves encomendar com 4 horas de antecedência. Não há lugar para fome de impulso e jantar tem que ser pelas redondezas, onde há alguma escolha, mas implica sempre, pegar no carro e partir.

 

 

Nas noites quentes de Verão até te apetece ir ver as estrelas, mas também deve ser bom vê-las daqui do nosso deck. Faz falta uma cozinha que te permita desfrutar do sítio, sem que te vejas na obrigação de estar ao lanche na piscina a programar o jantar.

Tem uma piscina enorme fabulosa, rodeada de verde, virada para o verde. Não me parece que tenhas que andar à cotovelada para ver quem apanha a melhor espreguiçadeira.

No total, são 9 quartos com diferentes tipologias e preços. O quarto médio ronda os 150 € noite com pequeno almoço incluído. Mas temos que contar com os almoços e jantares fora, pelo que o fim de semana completo de duas noites (com entrada à sexta e saída ao domingo até ao 12h) não te sai a menos de 500 € (e não estou a contabilizar as caipirinhas).

São os escassos os espaços na Costa onde te sentes numa pequena boutique. Onde cada detalhe foi pensado pelos donos, como se fossem eles quem lá vai dormir. Mentiria se dissesse que é barato. Mas é uma daquelas TEIMA(s) que vale a pena.

 

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| OBRIGATÓRIO PÔR O PÉ |

  • Na estrada até Vila do Bispo e perca-se pelas praias;
  • Comer no Restaurante Várzea em Alzejur;
  • Comer um cozido de Couves em Monchique no jardim das Oliveiras (a uma hora daqui, numa estrada acolhedora pela serra);
  • Comer no Café Central do Brejão;
  • Comer no Traquitanas na Zambujeira do Mar;
  • Comer um Sarajão na Tasca do Celso em Vila Nova de Milfontes;
  • Comer no Passarinho no Cercal;
  • Comprar um Pão no Rogil;
  • Passear na maré baixa da Praia do Vale dos Homens;
  • Beber uma caipirinha ao pôr do sol no Restaurante da Praia da Arrifana e pedir umas cascas de batata doce fritas com maionese de alho;
  • Comer uma grelhada mista das boas no Chaparro em Odeceixe;
  • Para surfistas é o paraíso, para a namorada do surfista que não faz surf é bom que goste de ler.
  • Ir até ao cabo Sardão ver os ninhos de cegonha nas falésias;
  • As famosas caminhadas na Rota Vicentina – http://pt.rotavicentina.com/.

 

Avaliação

Impacto Emocional

12345

Impacto Cultural

12345

Dimensão Familiar

12345

Paisagens do Caraças

12345

Comer de Chorar por Mais

12345

E Isto Custa

12345

Mínimo Noites:

12345

Nome do Local: Teima

 

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