#REBENTA A BOLHA Um gang sem causas é um gang sem asas: NÃO AO PLÁSTICO

SUJAR O PÉ… É uma das nossas vocações.
Saborear o pé descalço, o pé na areia, na serra, na montanha, na água, em casa e no alcatrão quente.
O pé à solta para que as experiências tocadas cheguem descalças e inteiras à nossa alma. Mas para que isso aconteça, por gerações sem fim, é preciso lutar.
O Gang não pode viver na margem dos rios, se viver à margem das causas. É a pés juntos que nos juntamos as quatro, em gang, na luta contra um dos maiores pesadelos ambientais: O PLÁSTICO.

E nós sabemos que a malta diz toda que anda a fazer bonito, como eu, quando vou pôr as miúdas de fato de treino e depois dou meia volta de carro e não ponho os glúteos no ginásio. Mudar de hábitos requer tempo e consciência, consciência activa porque se já é difícil lutar contra o que é instituído, então contra o que virou rotina, é titânico.

Não sou uma taliban de causas, mas não me parece que possa passar ao lado desta. E comigo transporto as minhas filhas e o meu Gang. E a questão já não é futurística, do tipo” o planeta que vamos deixar para os nossos netos”. Não. A questão é presente, territorial e um pesadelo do caraças! Basta pensar que se nada for feito, vai haver mais plástico que peixe nos oceanos, e não é no ano de 3067 é já em 2050!

“Mais de 400 milhões de toneladas de plásticos produzidos por ano, só 9% são reciclados”

O que é que podemos fazer? Tudo. Não têm que começar a fazer yoga e a comer TOFU, nem têm que vestir capulanas às cornucópias feitas por ONG´s para salvarem a terra. Basta mudar uns quantos hábitos, Uns mais faxeies que outros, por isso pesquisei e como não sou fã de invetar sobre o que já está feito (é o princioio de pridução de desperdicio mental), reuni algumas dicas de várias fontes que encontrei.

E este é só o principio, porque queremos ir longe, ao fundo do oceano da alma das pessoas. E queremos desenvolver acções que mobilizem, galvanizem e despertem.  Mas para começar é preciso começar pequeno, para que a ambição não mate o engenho.

Leia com atenção estas dicas e depois olhe para tudo o que o rodeia em sua casa. Há um universo de coisas que pode começar a fazer diferente.

1. Dizer não às palhinhas de plástico

Esta é super fácil. Da próxima vez que lhe oferecerem uma palhinha, pergunte-se: preciso mesmo de usar um tubo de plástico para sugar uma bebida? Se é uma criança pequena, tem algum problema de saúde (uma paralisia do nervo facial, por exemplo) ou um gosto particular por esta prática, saiba que há canudinhos reutilizáveis – de vidro, de inox, finos, grossos, dobrados, direitos. Muitos até vêm com um limpador.

2. Reduzir o número de garrafas de plástico

Use água da torneira. Se duvida da qualidade da água que escorre pelas torneiras da sua casa, opte por comprar água em garrafões, de preferência de vidro, retornáveis. Para andar por aí, pode utilizar a mesma pequena garrafa de vidro, alumínio, inox ou plástico. Basta lavá-la e voltar a enchê-la, mandando-a para a reciclagem quando estiver estragada. Se costuma comprar refrigerantes ou sumos vendidos em garrafas ou pacotes, pode substituí-los por tisanas ou sumos (verdadeiros) feitos em casa.

3. Aderir ao eco-saco

É só dobrar um saco e guardá-lo na bolsa, na mochila ou no porta-luvas do carro. Há uns anos, quem fazia isto era encarado como uma espécie de extraterrestre. Hoje, é um comportamento comum. Prefiro os sacos de pano ou de ráfia, que podem ser lavados e reutilizados anos a fio. Não é preciso, porém, banir o saco de plástico que pode ser reutilizado diversas vezes antes de ir parar à reciclagem, muito menos o biodegradável. Tem é de dizer-se ‘não’, com todas as letras, aos sacos de uso único.

4. Fugir dos descartáveis

Vai dar uma festa e precisa de mais copos, mais pratos, mais talheres do que é costume? Use os que guarda num canto qualquer do armário. Não tem que chegue? Peça a um dos convidados para trazer. Vá lavando e vá servindo. Se a questão é fazer uma refeição ao ar livre e não quer levar materiais de vidro, porcelana ou de barro, compre inox ou plástico resistente, que pode lavar e guardar para reutilizar noutra ocasião.

5. Cuidado com as embalagens

Esta é a maior dor de cabeça que enfrenta quem entra a sério numa missão para reduzir o plástico em casa. Como resistir àquele pacote de avelãs torradas? E àquele pacote de biscoitos? Não, não vejo forma de sair do supermercado sem plástico. Alerta: algumas embalagens contêm plásticos mistos, com fama de serem impossíveis de reciclar. Há que verificar se a embalagem que lhe interessa é reciclável. Não sendo, veja se o produto está disponível em embalagens de papel, papelão ou vidro. São bem mais fáceis de reciclar. Se forem de vidro, até podem ganhar uma nova vida lá em casa.

6. Preferir produtos a granel

Sempre que viável, comprar a granel. Não só as frutas, as verduras e os tubérculos, também as leguminosas e os cereais. Parece simples, mas não é. Quem frequenta mercados locais, tem carta branca para reutilizar sacos de pano ou de plástico resistente. Quem frequenta supermercados ou hipermercados, pode estar tramado. Nalguns, é necessário colocar cada tipo de alimento num saco diferente para pesar e colar um código de barras. Aquele autocolante impede a reutilização para o mesmo fim. Claro que pode usar-se aqueles sacos, por exemplo, para o lixo do escritório ou da casa de banho, mas alguns são tão frágeis que se rompem antes mesmo de chegar a casa. A maneira de fugir ao diabo do autocolante e garantir a reutilização do saco é pesar na caixa (algo a que alguns funcionários de supermercado franzem o sobrolho e que alguns de hipermercados não conseguem fazer).

7. Só recipientes duráveis

Não vamos já mandar os recipientes de plástico que temos lá em casa para a reciclagem. Isso seria um desperdício. Vamos reutilizá-los enquanto estiverem em condições para guardar comida no frigorífico ou nos armários da cozinha. Sempre que um recipiente de plástico for reformado pode ser substituído por outro de material durável. Além de mais fácil de reciclar, o vidro, por exemplo, não deixa cheiro, nem gosto.

8. Dar uma oportunidade aos copos menstruais

É mais fácil de colocar e de retirar do que um tampão. Está desenhado para se adaptar à anatomia feminina. Estes dispositivos de silicone cirúrgico, que se colocam na vagina na altura da menstruação, vendem-se em tamanho S, M, L e XL. Ao vedar o canal vaginal, significam um adeus aos maus cheiros. Só precisam de ser trocados a cada oito a 12 horas. São laváveis e reutilizáveis ao longo de anos.

9. Banir o cotonete

O uso de cotonetes é desaconselhado pelos médicos, já que empurra a cera para dentro do canal auditivo. O ouvido tem um mecanismo de autolimpeza: empurra as células cutâneas mortas para fora. A limpeza deve ser feita ao de leve, com cuidado, com uma toalha, apenas no orifício externo do canal auditivo.

10. Reintegrar o Sabonete “estás perdoado”

Não compre mais gel de banho, é mais um plástico que poupa, compre sabonetes embrulhados em papel. E ensine as crianças a lavarem-se assim.

11. Utilizar fósforos

Um isqueiro demora muito mais a ser absorvido pela natureza. Não custa nada e o ambiente agradece que se opte pelo fósforo na hora de acender uma fogueira, uma vela ou o fogão.

*CRÓNICA “Dez maneiras de reduzir o uso de plástico” por Ana Cristina Ferreira para o Jornal Publico

 

 

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