A coisa mais ternurenta deste projecto é a forma como o processo emocional se encaixa no processo de inclusão digital. Como te aproximas das pessoas para ajudar e acabas com um braço quente à volta do teu pescoço e com um beijo pegajoso na bochecha, só porque investiste meia hora do teu dia a instalar o skype no smartphone da Dona Maria do Carmo, ou aquela mão cheia de pêssegos que levas na mochila, porque explicaste à Dona Dulce, que na Junta de freguesia existe um computador de uso público. Porque tiras uma hora do teu dia, e explicas a esta senhora de 72, para que é que serve uma janela do google, e a Dona Dulce fica feliz, feliz, só por perceber que pode consultar a melhor hora para regar os crisântemos. Ou a Dona Cristiana que se ri enquanto tira selfies e percebe que no reflexo pode ajeitar o baton. Sabia que 26% dos portugueses ainda não usa Internet?

Parece inacreditável mas é a pura das verdades. Só não é verdade, para a geração que cobre todo o Gang do Pé preto, incluindo a veterana, que já nasceu pós net. Para nós o digital já excede a utilidade, tornando-se algumas vezes tóxico, mas para uma fatia isolada da população é um recurso de partilha e de empregabilidade. E todos nós podemos ser “faciltadores digitais” mesmo que para cada momento de dar não haja  o receber de uma cesta de pêssegos. Uma coisa é certa. Sempre que damos estamos no Lucro.

Não há inclusão que não produza emoção.
Juntem-se a nós
#incode2030 #gangdopepreto #inclusaodigital
 

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