| BIO |

Nasceu em Bruxelas, mas vive em Lisboa há mais de 15 anos, e o Mundo é a sua morada.  Tem 23 anos, licenciou-se no IADE em Publicidade e Marketing, faz do surf um estilo de vida, e da fotografia uma viagem. Se o cabelo é salgado, a alma é doce; e se tem a mala cheia é porque anda com o pé descalço.

Foi ainda durante a licenciatura que descobriu a sua vocação para a fotografia, porque a paixão já lá estava. Tudo começou no mar, no desenrolar de uma onda.  A máquina deu à costa, pendurou-se ao seu pescoço para o seguir na primeira de muitas viagens. Desde aí, que vive na crista da onda e suga o sal da vida como quem se enche com as marés.

Senhoras e Senhores, não percam a vaga, e venham descobrir o mundo do Mendo!

 

” (…) Estar descalço é literalmente descalçar preocupações e caminhar livremente. “

 

| QUEM É O MENDO? |

Nasci em 1994 em Bruxelas, aos seis anos mudei-me para Lisboa, o que foi provavelmente a melhor coisa que me aconteceu até aos dias de hoje! Isto porque descobri a praia e o mar.

Um dia apareceu uma prancha de bodyboard em minha casa, e esse foi o primeiro passo para uma aventura que continua até agora.  Fui desenvolvendo uma paixão pelo mar ao longo dos anos, e direcionei-a para o surf.

Foi o surf que me trouxe muito do que tenho: Os amigos, as viagens, as aventuras e o conhecimento que levo comigo.

Vivo com a constante necessidade de fazer algo diferente, algo que impacte a minha vida de uma maneira positiva. Talvez seja essa a razão de estar sempre “on the road”, à procura da próxima aventura e da próxima história.

 

 

| COMO COMEÇASTE O TEU CAMINHO? |

Acho que sempre gostei de fotografia no geral. Quando recebi o meu primeiro telemóvel com câmara, tirava fotografias a tudo! Mas o que mais me despertava interesse eram as ondas… Talvez pela paixão que tenho pelo mar e pelo surf.

A primeira vez que tive contacto com uma máquina “a sério” foi depois de uma surfada. Estava com o meu irmão, um amigo e o pai dele que era fotografo. Pedi-lhe para experimentar a máquina e tirei uma fotografia de uma onda que vi. Foi a primeira vez que consegui realmente captar o que via, isto porque a perspetiva de um telefone era muito diferente. A fotografia em si ganhou um prémio numa revista de surf.

Com o passar do tempo começei, também, a documentar as minhas aventuras em busca de ondas, no formato vídeo. A edição das imagens que tinha gravado e a composição de uma história, excitava-me, de uma forma criativa.

Há cerca de quatro anos, quando trabalhava como professor de surf num surf camp, conheci o Xue Guidonet, um rapaz espanhol que trabalhava lá como fotografo. Tornámos grandes amigos, e comecei a seguir atentamente o seu trabalho: O estilo minimalista e a sua capacidade de captar a essência dos momentos suscitava-me vontade de poder vir a criar algo parecido.

Quando ainda estava no IADE, foi-nos proposto um trabalho que exigia a realização de um video. Aproveitei a deixa para investir numa máquina.

Passei os primeiros 6 meses a aprender. Passava várias horas diárias no Youtube a ver tutoriais de fotografia; seguia o trabalho de alguns fotógrafos e tentava reproduzir o estilo deles à minha maneira. O Xue esteve sempre presente, como mentor.

 

 

| O QUE TE TROUXE ATÉ AÍ? |

Fotografo o que gosto e o que vejo, por isso, a fotografia é, para mim, uma coisa muito pessoal. Desde o início que me imponh uma regra: só capturo o que me desperta a atenção.

A minha paixão por Lisboa levava-me muitas vezes a dar passeios, sempre acompanhado com a máquina. Comecei lentamente a desenvolver um interesse especial em fotografar pessoas, mais especificamente retratos.

Passado pouco tempo recebi a minha primeira proposta de trabalho. Nunca pensei que alguém me pudesse a vir a pagar para fotografar. Fiz o trabalho e adorei! Ainda hoje, guardo uma das minhas fotografias preferidas desse shoot!

As propostas multiplicaram-se e rapidamente comecei a fotografar para algumas marcas conhecidas, como a Brandy Melville, por exemplo.

Apesar de tudo, trabalhava em total liberdade: escolhia miúdas giras e sítios que gostava; fotografava à minha maneira, sem qualquer restrição. Penso que foi isso que me levou a criar a minha imagem de marca: a beleza, a luz natural e a natureza, tudo misturado num estilo meio vintage.

Outra vertente muito presente na minha vida são as viagens. A minha primeira viagem diferente foi Marrocos: Uma roadtrip de 5000 km com vários amigos. A cultura chocou comigo, o diferente, o desconforto, a maneira de pensar…. Adorei! Captei tudo o que vi e o que senti. Reuni tudo numa reportagem de fotografias e vídeo. O feedback que recebi foi incrível!

Fotografar a cultura dos sítios onde vou, faz-me viver tudo de uma maneira mais intensa e completa. Em vez de passar simplesmente, a fotografia leva-me a interagir com alguém e a estar presente.

Outra razão que me leva a fotografar é poder no futuro olhar para uma fotografia que tirei e recordar-me de tudo o que me envolvia nesse mesmo momento. É como viajar no tempo!

 

 

| QUEM É O TEU GANG? |

O meu gang são a minha família, os meus amigos e as pessoas que vou conhecendo durante as minhas aventuras.

Todos eles me dão força, ajuda e motivação para ir mais longe a alcançar o sucesso. Sem duvida são as pessoas que mais me inspiram para fazer o que mais gosto!

 

| DE QUE MATÉRIA É FEITO? |

De carne e osso por enquanto (esperemos).

 

 

| ÉS PÉ DESCALÇO OU PÉ CALÇADO? |

Estar descalço têm um significado especial para mim, representa de certa forma um tipo de liberdade, uma fuga da sociedade. Estar descalço é literalmente descalçar preocupações e caminhar livremente.

 

 

| O QUE TE FAZ TREMER DOS PÉS À CABEÇA? |

Hmm… Há muitas coisas que me fazem tremer dos pés à cabeça, mas penso que uma vitoria pessoal é o que mais o faz, isto porque existe muito trabalho acumulado por detrás de certos projetos e nem sempre as coisas dão certo. Então, cada vitória merece ser saboreada da melhor maneira.

 

| O QUE TE FAZ SALTAR A PÉS JUNTOS? |

Uma aventura espontânea! Nada sabe melhor do que alinhar em alguma coisa que nos leva para território desconhecido, algo que nos quebre a rotina ou simplesmente alguma coisa diferente do qual estamos habituados. São o tipo de coisas que criam memórias para uma vida, e o que seriamos nós sem boas memórias?

 

 

| QUAL FOI O CHÃO MAIS ESPECIAL QUE JÁ PISASTE? |

Indonésia! E é onde estou neste exacto momento. Vim cá pela primeira vez em outubro do ano passado e gostei tanto que voltei. A indonésia tem tudo o que mais adoro, ondas perfeitas e uma cultura forte e diferenciada.

Em todas as ilhas as pessoas são diferentes, muito devido às diferentes religiões predominantes em cada uma das ilhas, o que cria uma diversidade de pessoas gigante no próprio país.

 

| ONDE SONHAS METER O PÉ? |

India! A Índia é outro país que me intriga muito. As pessoas, as cores, os cheiros…

 

| QUAL FOI O TEU MAIOR PASSO? |

Começar a viajar sozinho! O facto é que, quando começamos sozinhos, acabamos sempre acompanhados. Somos seres sociáveis, e ficamos desconfortáveis com a nossa própria solidão. É noutras pessoas que vamos encontrar o nosso conforto.

Estarmos por nossa conta, obriga-nos a sermos mais abertos e mais receptivos, o que, de  certa forma, nos leva a conhecer melhor a nossa própria pessoa e a viver as coisas de forma mais intensa.

Tudo começou com uma simples descida da costa alentejana e transformou-se num hábito do meu dia-a-dia. Fui para a indonésia duas semanas sozinho, antes de continuar a viagem com a minha namorada. Para além de ter feito amizades pelo caminho, também vivi experiências inesquecíveis. Uma delas foi ter sido convidado, por um local, para ir assistir à celebração da morte dos seus avós. Foi dos momentos mais ricos e puros de toda a viagem. Entre as 12 horas de mota num dia, a cerimonia em si, e a mistura entre a minha cultura com a deles, foi uma experiência muito especial.

 

 

| QUE SONHOS TE TIRAM OS PÉS DO CHÃO ? |

Viajar pelo mundo inteiro!

 

| QUAL É A TUA PEGADA? |

Tentar trazer o melhor que temos da nossa cultura e levar isso para fora. Ao mesmo tempo trazer o melhor das culturas que existem lá fora e trazer para dentro de Portugal.

 

| PARA ONDE É QUE CAMINHAS? |

Neste momento para além da fotografia estou a abrir um surf resort glamping algures em Portugal. O que acaba por ser o principal projeto neste momento

 

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3 comments

  • Fantástico.
    Adorei as respostas do Mendo. Tem pinta de quem busca permanente um caminho alternativo, voltando sempre às origens.
    Parabéns.

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