” Uma das coisas que mais me move é ir em direção ao desconhecido.”

 

| QUEM ÉS TU? |

Chamo-me Joana. Tenho 33 anos. Sou portuguesa e ribatejana. Tenho mau feitio mas sou boa pessoa.

Cresci no campo e sempre fui Maria rapaz. Quando era miúda só queria andar de karts, conduzir carros e andar de mota.

Adoro artes marciais e pratico Kenpo Karate Hawaiano. Sou super apegada à família e à minha terra. É lá que é o meu porto seguro. Adoro animais mas tenho pavor “à séria” de ratos e cobras. Já visitei grande parte do mundo e acredito que viajar é a melhor terapia para tudo: Abre-nos a mente e entramos em mundos tão diferentes dos nossos que estamos constantemente a reinventarmo-nos.

 

 

Tenho um namorado ( Nuno) há 9 anos e temos um filho chamado Lourenço que tem a alcunha de “Mogli”.

Fiz todo o meu percurso académico em Salvaterra de Magos. A faculdade é que foi feita em Lisboa. Pouco depois de ter acabado o curso, trabalhei na minha área ( Marketing e publicidade) e mais tarde acabei por ir viver para África.

 

 

Criei uma marca de roupa chamada Joana Capolana quando vivia em Moçambique. Estive lá 7 anos e neste momento estou a fazer um “intervalo” de um ano para viajar com o Nuno e o Lourenço pelo mundo durante uns tempos. Era um plano que já tínhamos há uns anos, e decidimos que este seria o ano para o fazer. Não vendemos tudo, nem fizemos a mudança de 180°, que a maioria das pessoas faz, quando decide fazer esta volta ao mundo. Trabalhámos muito para conseguir que as coisas estivessem asseguradas para o nosso bem estar mental, e, conseguirmos ir, sem nos preocuparmos com o que irá acontecer quando chegarmos.

Considero-me uma pessoa rica. Não falo a nível monetário, porque não tenho essa mentalidade de poupança extrema, mas sim em experiências de vida. O dinheiro para mim serve para gastar em coisas que me deem gozo, caso contrário não faz grande sentido andar por este mundo. Apenas existimos e não vivemos.

 

 

| QUEM É O TEU GANG? |

Tenho gangues. Na verdade até tenho vários: O meu “gangue de vida” ( família e amigos); o meu gangue de sempre (o meu marido e filho); o gangue dos Moglis (Vamos para todo o lado juntos); o gangue da gataria (as minhas melhores amigas); e o meu gangue do Kenpo, somos uma ohana.

 

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| DE QUE MATÉRIA É FEITO? |

Os meus gangues estão criados. A matéria principal, para mim, tem que ser amor, tolerância, amizade, bom humor e respeito.

O amor move o mundo, seja ele o amor de uma mãe, o amor de apaixonados, ou outro tipo de amor qualquer.

A tolerância ajuda as pessoas a conhecerem-se, compreenderem-se e a darem-se.

O bom humor tem que imperar; a vida tem que ser levada a grande maioria do tempo com um sorriso nos lábios e com ataques de riso, daqueles que contagiam.

E por último, mas não menos importante, o respeito. Respeitar a diferença e o caráter de cada um: Todos temos os nossos feitios, manias e maneiras de encarar a vida.

Apesar de, nos meus gangues, sermos todos diferentes, estes princípios são-nos comuns.

 

 

| ÉS PÉ DESCALÇO OU PÉ CALÇADO? |

Acho que sou mais “pé de chinelo”. Passo a maior parte do tempo de chinelo no pé porque não posso andar descalça em alguns sítios.

Acho que de pés descalços sentimos melhor o mundo que pisamos: Os pés ficam mais assentes na terra. Por isso, a minha resposta é pé descalço. Mas adoro pôr um salto de vez em quando, para me sentir poderosa e ver o mundo de um prisma mais alto.

 

 

| O QUE TE FAZ TREMER DOS PÉS À CABEÇA? |

De medo? Cobras e ratos. Fico sem reação, entro em pânico e começo a tremer.

Na parte boa da vida: Quando aquela pessoa, de quem realmente gostamos, nos olha.

Parece que o chão desaparece e nos sentimos desamparados. Mas é das melhores sensações do mundo.

 

 

| O QUE TE FAZ SALTAR A PES JUNTOS? |

Salto a pés juntos para ajudar os meus, seja em que situação for; para viajar; para ir jantar com as minhas amigas; para tudo aquilo que me faça sentido.

Acho que, quando decidimos saltar a pés juntos para alguma coisa, é porque com medo ou sem medo, decidimos que essa seria a opção mais correta.

Quando não damos o máximo naquilo que fazemos, fica sempre alguma coisa por fazer, ou feita a meio-gás.

Podemos saltar a pés juntos conscientes do que estamos a fazer, ou podemos saltar para o desconhecido, e é aí que, normalmente, a recompensa é maior. Saltei a pé juntos quando decidi largar a minha zona de conforto, e mudei-me para África à procura de uma vida diferente e de uma Joana que nem sabia que existia.

 

 

| QUAL FOI O CHÃO MAIS ESPECIAL QUE JÁ PISASTE? |

Eu adoro meter o pé na Ásia. Acho que nasci no continente errado. Mas também adoro pisar a praia e no Tatami.

 

| ONDE SONHAS METER O PÉ? |

No Japão… É a minha viagem de sonho. Gostava que o pai natal este ano fosse mais uma vez generoso comigo. Já tive 3 vezes a viagem marcada, e as 3 vezes tive que cancelar. A ver se à quarta é de vez.

Também sonho vir a meter o pé na minha loja. Aquela que idealizo há muito tempo, mas que ainda não deu para concretizar. Quando assentar em Portugal, acho que vai ser possível.

 

 

| QUAL FOI O TEU MAIOR PASSO? |

Nem sempre fui aventureira e destemida, mas a morte de um familiar muito próximo, quando tinha 21 anos, fez-me abrir os olhos e perceber que o tempo passa num instante.

A partir daí obriguei-me a sair da minha zona de conforto e enfrentar alguns medos e manias que tinha, para sentir que estava realmente a aproveitar a vida ao máximo. Daí nasceu a vontade de conhecer o mundo.

 

 

| QUE SONHOS TE TIRAM OS PÉS DO CHÃO ? |

Uma das coisas que mais me move, é ir em direção ao desconhecido. É tudo novo, e a maioria das vezes corre sempre muito bem, mas mesmo quando não corre, há-que arranjar soluções e alternativas, o que me faz sentir bem comigo mesma, por perceber que me superei.

Quanto mais viajo, mais sinto que o mundo é gigante e que há sempre coisas para ver e fazer. Há países em que eu me sinto em casa. Identifico-me tanto com a cultura, comida, forma de estar que parece que nasci no continente errado. E essa sensação é tão boa…sentir que pertencemos a algum sítio.

 

 

| QUAL É A TUA PEGADA? |

Confesso que não “abraço” grandes causas porque não tenho estofo para isso, mas tento fazer o Bem nos sítios onde passo.

Desde que fui mãe, que o chip mudou e sou muito mais sensível. Por um lado, foi bom porque já não olho para o lado nem me faço despercebida, quando passo por alguém que precisa da minha ajuda. Mas ter que encarar de frente algumas coisas, é demasiado duro. Fico na retaguarda e ajudo no que puder

Quero deixar pegada pelo mundo mas não uma pegada forçada. Quando lá puser o pé, sei que fiz porque quis, e sei que vai fazer alguma diferença, mesmo que não o mude todo.

Quero muito deixar a minha pegada no meu filho: Uma pegada que simbolize amor, liberdade, independência. Quero que sinta que pode fazer tudo na vida, e que eu vou lá estar sempre, na retaguarda, a observar e a ajudar quando for preciso.

 

 

| PARA ONDE É QUE CAMINHAS? |

Não sei bem ainda quais os planos para o futuro próximo mas o meu lema de vida é “um dia de cada vez”. É esse e o “não deixes para amanhã o que podes fazer hoje”. A vida é curta, e acho que devemos vivê-la ao máximo da maneira que nos fizer feliz, sem interferir com o bem estar dos outros.

 

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| O QUE LEVAS NA MALA? |

Mais importante que a mala física, é o que levamos na mala mental. Tento levar sempre uma mente aberta, tranquila, e com tolerância para imprevistos. Sou uma pessoa um bocadinho ansiosa e gosto de ter tudo mais ou menos dentro de controlo.

Na mala, propriamente dita, levo sempre o básico (escova dentes, cuecas, roupas), e um saco do Ikea, aqueles sacos azuis grandes, dão um jeitão. Quando já tenho as malas a transbordar por alguma razão e já estou de volta ao país de origem, o saco vira a minha mala de viagem. É muito mais leve, adapta-se a todos os feitios de tralha que se queira levar, é resistente e, embrulhado, fica do tamanho de uma bola.

Também já transportei cadeiras de  bebé, candeeiros, estrados de camas… Enfim, as minhas malas são um mundo.

Não tenho amuletos nem nada que faça questão de levar comigo. Para mim, é mais importante trazer do que levar.

 

 

| O QUE TRAZES DE REGRESSO? |

Antes de mais, trago uma bagagem de experiências e sentimentos, que excedem em muito, o limite da bagagem permitida.

Depois trago imensas peças de decoração, tecidos, roupas compradas em mercados locais e imensas lembranças para toda a gente.

Venho quase sempre com excesso de bagagem, em todos os sentidos.

 

 

 

 

 

 

 

 

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