“Há todo um mundo lá fora, por explorar, (…) É só preciso  tirar o rabo do sofá.”

 

 

| BIO |

Nascido em Lisboa, faz parte da colheita de 88. A família é Alentejana por isso tem uma costela castiça a juntar à alfacinha.

Um miúdo betinho educado no Colégio São João de Brito até ao 12º ano de escolaridade que agora, continua betinho mas faz coisas mais rebeldes.

Estudou Gestão de Empresas e Marketing no ISEG, fez alguns estágios na área, trabalhou ano e meio num Banco, mas diz que é fotógrafo.

É essa a sua paixão, e é nela que encontra a sua rebeldia. Em terra, fotografa paisagens vividas em viajens e aventuras, no mar é o surf que enquadra.

Despediu-se do emprego, disse até já à família e amigos, e olá à Indonésia, onde está, agora a viver muito (Bali).

Gosta de surfar, de cerveja e vinho tinto. Adora massa com qualquer coisa, mas rapa o prato e chora por mais quando se serve da comidinha da mãe.

Uma pessoa meio-tímida que, se a encontrarem na rua, pouco ou nada diz, mas que dá que falar: tanto por aquilo que mostra por fora, mas também nos recantos que esconde por dentro.

Exmos. Senhoras e Senhores, meninos e meninas, convosco, Francisco Santos!

 

 

| QUEM ÉS TU? |

Ainda à procura da resposta a esta pergunta, para dizer a verdade.

Posso dizer que sou uma pessoa tímida, mas que, quando “mete a terceira”, é capaz de fazer bons amigos.

Costumam dizer que, mesmo que o mundo esteja a desabar, lá venho eu, de passo lento e expressão pacífica,  como se, com tranquilidade e paciência, tudo se resolvesse.

Estudei Gestão de Empresas e Marketing posteriormente, ambos no ISEG em Lisboa. No entanto, quando terminei o curso, a minha mãe teve a infeliz ideia (feliz para mim) de me oferecer uma câmara fotográfica. Sim, comecei a fotografar tarde, aos 24 anos, se não me engano.

Entre os estágios que fui fazendo nas minhas áreas de estudo, foi na fotografia que sempre me encontrei. Durante cerca de dois anos trabalhei como fotógrafo de Surf a tempo inteiro. Colaborei com surfistas, publiquei em sites e revistas, mas em Portugal, este jogo está viciado. Por isso, acabei por desistir.

Entretanto estive um ano e meio a trabalhar num Banco – BNP Paribas, em Lisboa. É um sítio bom para desenvolver skills e aprender com quem lá anda. Durante este tempo, aproveitei os tempos livres para me dedicar à fotografia de Outdoors (paisagem/aventura/viajens) e foi aqui que descobri outra grande paixão – a natureza, pura e dura; as montanhas, os cliffs e as cascatas. Basicamente locais, que me fizessem sentir insignificante perante a sua grandeza.

Neste momento, estou em Bali, sobrevivo da fotografia e estou ainda a descobrir se ei-de ir, ou se é para ficar. Porquê Bali? Paisagens + Surf + Moeda de valor baixo em relação ao Euro.

 

 

| QUEM É O TEU GANG? |

É engraçado, 90% do meu gang não faz surf, não percebe nada de fotografia, e nem sequer gosta de trekkings. Mas como somos verdadeiramente unidos, acho que nada disso importa. Há sempre espaço para fazermos as nossas próprias coisas e, no final do dia, reunirmo-nos uns com os outros.

Vim para Bali completamente sozinho por isso, ainda estou à procura de gang por estas bandas… Mas a família e os amigos que deixei em Portugal, serão sempre o meu primeiro gang.

 

| DE QUE MATÉRIA É FEITO? |

Diria que é feito de muitas gargalhadas e boa disposição. É muito raro alguém estar chateado. Tentamos sempre simplificar tudo e, é um facto, que há pouco que não se resolva com uma cerveja fresquinha ou um bom vinho tinto.

 

 

| ÉS PE DESCALÇO OU PÉ CALÇADO? |

Gosto de sentir a liberdade de andar com os pés sujos, por isso, sou um pé descalço.

Tenho pena que, na fotografia, isso não aconteça muitas vezes devido aos sítios montanhosos/florestas em que costumo andar metido. No surf, os pés de pato são obrigatórios, pois faço fotografia dentro de água 90% das vezes.

 

| O QUE TE FAZ TREMER DOS PÉS À CABEÇA? |

Estar dentro de água a fotografar ondas de 3 metros apenas com uns pés de pato calçados: É a melhor sensação de sempre! Todo o medo que tens naquele momento, é convertido em adrenalina e, quando sais da água, só te apetece gritar de alegria!

 

 

 

| O QUE TE FAZ SALTAR A PES JUNTOS? |

Saber que vou conhecer um sítio novo. Seja de avião ou perto de casa, se souber que me vou aventurar em direção ao desconhecido, fico todo empolgado.

 

 

| QUAL FOI O CHÃO MAIS ESPECIAL QUE JÁ PISASTE? |

Penso que a Islândia… Meu Deus, que sítio incrível! Queres parar o carro em todas as curvas; as montanhas, por mais que sejam, são todas diferentes umas das outras, como se cada uma tivesse a sua identidade. Foi lá que descobri quem queria ser verdadeiramente: um fotógrafo profissional. É um sítio mágico e que quero voltar ASAP!

 

 

| ONDE SONHAS METER O PÉ? |

Ilhas Faroé, Alpes Suíços e as Dolomites pelo Norte de Itália.

As montanhas chamam por mim, mesmo que eu ande desviado delas: Aqui na Indonésia não está a ser fácil encontrar montanhas como as  europeias, mas a beleza que aqui é outra – a cultura, a devoção que o povo tem aos seus deuses e as paisagens não menos deslumbrantes.

 

 

| QUAL FOI O TEU MAIOR PASSO? |

Despedir-me do meu emprego no Banco e avisar a minha família e amigos que os ia deixar por uns tempos, para me tentar encontrar, no outro lado do Mundo.

Acho que ninguém deve ter medo de seguir os seus sonhos. Eu podia ter seguido o meu mais cedo, mas as circunstâncias da vida assim não o ditaram. Nunca é tarde para tentarmos ser felizes. No meu caso estou à procura de me encontrar: na fotografia, num país longínquo, numa cultura diferente, fora da minha zona de conforto. Tenho noção de que isto pode nem vir a acontecer. Talvez, acabe por não encontrar coisa nenhuma e queira voltar para casa mais cedo. Mas só tentando é que se chega a saber seja o que for, por isso, aqui estou eu.

 

 

| QUE SONHOS TE TIRAM OS PÉS DO CHÃO ? |

Dar a volta ao mundo, a perseguir fotografias incríveis; ser reconhecido enquanto fotógrafo e poder trabalhar nisso a tempo inteiro; que todas as pessoas à minha volta, sejam pessoas verdadeiramente felizes.

 

| QUAL É A TUA PEGADA? |

Poder mostrar a quem me rodeia que vamos sempre a tempo de fazer aquilo que gostamos, mesmo que isso implique mudar de vida radicalmente. Há todo um mundo lá fora, por explorar, e não é preciso ser fotógrafo, nem especialmente aventureiro. É só preciso de tirar o rabo do sofá. É isto que quero que aprendam quando olharem para mim.

 

 

 

| PARA ONDE É QUE CAMINHAS? |

Não faço ideia. Ainda não descobri. Espero conseguir trabalhar a tempo inteiro naquilo que gosto, seja onde for, só quero ser feliz.

 

| O QUE LEVAS NA MALA? |

Na mala trago motivação e esperança.

Estou a fazer uma loucura, dizem alguns. Deixar tudo para trás, e partir à aventura, sem saber o que esperar. Por isso mesmo, se não tiver a motivação bem definida, não vou a lado nenhum. Estou nisto sozinho, por vontade própria, então, para correr tudo bem, tudo depende de mim.

Esperança é a última a morrer. (Sporting sempre!) Por isso, tenho a mala cheia dela. Esperança que encontre aquilo que procuro. Esperança que nada de mal aconteça. Esperança de conhecer pessoas boas e futuros grandes amigos. Esperança que, os que deixei em Portugal, não vão a lado nenhum. Na verdade, esperança que me encontre comigo próprio e algo positivo possa surgir daí (mesmo que não encontre o que procuro, e que que volte mais cedo para Portugal).

 

 

| O QUE TRAZES DE REGRESSO? |

Trago um novo Francisco, alguém que nunca tinha saído de casa, e que, agora, está a viajar sozinho pela Ásia.

Trago experiência e aprendizagem: O “como” lidar com as diversas situações e desafios que se atravessam quando estamos completamente sozinhos.

Tenho, na mala, muita persistência, mesmo quando o desânimo se abate e me põe a pensar “o que estou a fazer com a minha vida!?”.

Acho, acima de tudo, a paixão com que me agarro àquilo que gosto, e a vontade de lutar por isso, é a aprendizagem mais importante de todas. Na fotografia, por exemplo, estou a tentar sobressair-me num mercado difícil e muito concorrido, por isso, se não der tudo o que tenho para dar, não consigo chegar aonde quero.

E claro, volto com imensas saudades do que deixei: A família e os amigos!

 

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Podem encontrar mais sobre o Francisco no Instagram (@franciscotsantos) , e no seu novo blog: www.travelwithyourcamera.com

 

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