| ONDE É |  Rendufe, Braga.

| O QUE É | Turismo de Habitação (casa para arrendamento ).

| QUANTO É | 250 €/300 €/dia. Capacidade: 8 pessoas, 5 quartos, cozinha, várias salas e 4 Casas de banho. (Reservas partir de 2 noites).

| O QUE LEVAR | Livros, comida e música.

 

 

“(…) O bom que nos espera, tem a ver com a espontaneidade com que nos atiramos ao caminho.”

A ideia, era aproveitar a vinda ao Braga-Parque, na sexta de manhã, para dar um workshop, e o resto do Gang (que está em  idade escolar), juntar-se ia a mim de comboio.

Até lá, teria tempo para visitar amigos de Braga, ir ao estádio e com sorte visitar a Sé. Claro que nada corre como planeado, e ainda bem. Os imprevistos são como o travo de picante que não estamos à espera, mas que exalta os sentidos para tudo o que estamos a viver.

 

 

O workshop atrasou-se, as miúdas e a Marta perderam o comboio de ligação a Braga, e eu, cheguei ao estádio do Souto Moura 40 minutos depois do inicio da partida, para assistir a um empate.

No entretanto, o Gang improvisava um piquenique nas ruas do Porto, e eu juntei-me à malta mais querida da Bracara Augusta para assistir ao jogo (Um mega obrigada mais que merecido, com direito a abraço apertado, na Angela, que foi a definição de cortesia e curtição. Ainda não me esqueci da massagem, nem fui aí de passagem, vou voltar para conhecer a família e fazer programa completo).

Braga era o destino, uma proposta de última hora e uma vontade real de dar a conhecer às miúdas  a cidade capital do Minho.

 

Através do Instagram, recebemos o convite da Ana Soares para passar uns dias numa casa a 10 km de Braga, Vila Verde, recheada de todos aqueles ingredientes que fazem babar o pé da gente.

A página não tinha muitas fotografias, e estava tão atrapalhada de trabalho nas semanas que antecederam, que mal tive tempo de investigar, acedi, disse que sim, confirmei apenas que tinha cozinha (porque o Gang gosta de ter uma certa auto-suficiência e poupança), acertei e fui.  Não tenho a menor dúvida, que metade do bom que nos espera tem a ver com a espontaneidade com que nos atiramos ao caminho.

 

Trocámos algumas mensagens, e o único requisito que pedia era mesmo, que a casa tivesse cozinha ou serventia de uma. Sou um óptimo garfo, adoro andar enfiada em tudo o que é tasca, cuscando tudo o que é tacho, mas sai caro, atirar-me com sede ao poço, ainda mais com duas crianças a cargo.

Tentamos sempre que os sítios do Gang (com excepção honrosa de alguns hotéis, pensões e boutiques) tenham um espaço para “fazer fogueira”. Sei, por norma, que a gastronomia é um dos sentidos que define um povo, e que, muito se conhece de um local pelo que nele se come, mas escolhemos cuidadosamente duas refeições fora em albergues bem cotados, e as restantes refeições fomos só nós e os tachos. A Ana confirmou que tinha tudo aquilo que precisávamos e descansei. É tão bom quando cuidam de nós. E isso também tem tudo a ver com a entrega, com a forma como nos deixamos levar. E a família Russel (acho que não me enganei no nome) foi uma família no sentido mais familiar do termo. A Ana foi incansável na recepção, nas dicas e nas sugestões e além de ser muito parecida com a minha irmã Margarida, tem dos sorrisos mais honestos que já vi.

 

Quando saí do workshop, encontrei-me na bomba de gasolina do braga parque com a cunhada da Ana, uma “ruiva” encantadora. Segui o carro, pela paisagem minhota, entregue a quem me guiava. Quando passamos o portão vermelho aberto e nos aproximámos da casa, achei que não era possível.

Nunca imaginei que nos esperava uma antiga azenha, completamente restaurada, imponente, de granito, rodeado de um verde intenso, ladeada por um rio. Parecia aqueles sítios de fuga que tentamos imaginar, 1000 vezes concretizado.

 

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Confesso que desta vez não fazia a mínima ideia onde íamos pernoitar. Recebemos uma dezena de convites generosos para ficar alojadas na zona de Braga a Guimarães. Acedemos àquele que nos pareceu mais perto, mas ao mesmo tempo, mais isolado da cidade, que o Gang gosta da natureza virgem.

Estávamos cheias de planos, mas quando chegas ao Paraíso paras de inventar destinos novos. Em cima da mesa da bancada da cozinha tínhamos uma tábua soberba de queijos e enchidos (não faltava nem presunto), o Bolo Índio (que é uma receita de família e que voou logo metade) e um frigorifico cheio de vinho verde e fruta fresca.

 

 

Dissemos que íamos a Vila verde conhecer os restaurantes, que íamos à praia fluvial de Adaúfe, da Moleira e da Loureira dar um mergulho no rio Homem, que íamos subir as escadas todas do Bom Jesus do Monte,  ao Jardim de Santa Bárbara, à pastelaria Tíbias de Braga e à Doçaria São Vicente comer todos os doces regionais… Foi só garganta, porque não voltámos a sair do poiso.

A casa é enorme e ampla, nem sabíamos muito bem como havíamos de colonizar o espaço. São 4 quartos, 5 casas de banho, uma sala espaçosa com um mega terraço, sala de jantar, cozinha com ilha (daquelas que nunca passas para outra divisão), cave, acesso ao rio e uma sala da preguiça junto ao jardim, com cadeiras de rede e baloiços só para curtir o rio.

A casa dá para albergar famílias numerosas e casais solitários a precisar de se curtirem, também dá perfeitamente para um grupo grande de amigas e amigos ou para 4 casais. O valor rachado por todos faz o paraíso a preço de saldos. E o saldo de se estar lá é uma tatuagem para a vida.

 

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Uma casa com lareira, salamandras e aquecimento central. Que se oferece ao Verão tórrido e ao mais inóspito dos Invernos. Fiquei logo com vontade de me atirar a umas férias ao comprido, 3 dias de paraíso são uma passagem para breve, para quem anda a fazer  bonito cá na terra.

Confesso, de forma honesta e declarada, que nem aos arrabaldes da casa fomos, entregámo-nos inteiramente à Azinhaga do Trigo e foi uma delícia.

Arrefecemos a inquietude habitual do Gang na água gelada do rio, na travessia à outra margem, nas espreguiçadeiras do jardim. E derretemos-nos nos claustros do Mosteiro, como se fosse uma página de um livro aberta só para nós. Um sítio absolutamente imperdível.

 

 

Braga merece um regresso com atitude de viajante curioso e irrequieto, mas saber viajar é saber estar, e quando te abandonas completamente ao sítio onde chegaste, não é só porque chegaste bem, mas, acima de tudo, porque te sentes bem onde estás, e parar, é quase tão obrigatório como saber respirar. 

A azinhaga é um sítio luxuoso, cada noite aqui custa à volta de 300€ mas o verdadeiro luxo não está na qualidade dos materiais interiores, está no sítio. São poucos os sítios que têm essa alma, a alma da permanência.

 

 

| OBRIGATÓRIO PÔR O PÉ |

  • No Mosteiro de Rendufe e nos claustros;
  • Saber apenas, e somente, desfrutar;
  • Aproveitar as festas e feiras locais;
  • Restaurante Sevilhana (carnes grelhadas)-2,5km azenha
  • Restaurante Avenida (comida tradicional portuguesa) – 2 km da Azenha;
  • Os Tascos: Cerqueira – 3km da Azenha; Tasco Luiz
  • Restaurante D’ Elvira (muito bom mas preço mais puxado) na Ponte do Bico;
  • Restaurante Retro kitchen (centro cidade);
  • Dona Petisca (mesmo ao lado da entrada principal da Sé de Braga);

 

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Avaliação

Impacto Emocional

12345

Impacto Cultural

12345

Dimensão Familiar

12345

Paisagens do Caraças

12345

Comer de Chorar por Mais

12345

E Isto Custa

12345

Mínimo Noites:

12345

Nome do Local: Azenha do Trigo

Morada: Rua do Trigo Lugar do Trigo 4720 Bico

 

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